Cuidados com Instalação Elétrica Fotovoltáica - ELETRODUTOS

É senso comum entre a comunidade Solar e assumido por todos que sistemas fotovoltaicos, uma vez instalados, foram desenvolvidos para perdurar por, no mínimo, 25 anos de vida útil. Por isso, a palavra de ordem de uma instalação fotovoltaica deve ser a qualidade. Ela é o final do processo, responsável por entregar aquilo que antes foi vendido, simulado e projetado. Faz-se necessário um cuidado muito grande quanto aos detalhes de implantação de todos os equipamentos que compõem o sistema. Dessa forma, um dos pontos que precisam receber atenção dentro de uma instalação fotovoltaica é a disposição dos cabeamentos dos arranjos fotovoltaicos que ficam expostos ao tempo, muitas vezes sofrendo com dilatações térmicas e esforços mecânicos, podendo danificar suas isolações ou até mesmo levando-os ao completo rompimento. ELETRODUTOS Utilizados em instalações elétricas com o intuito de proteger os condutores elétricos de choques mecânicos, intempéries e violações, são vistos em 3 tipos de eletrodutos, bastante conhecidos pelo mercado. O eletroduto rígido (metálico ou plástico PVC) pode ser utilizado em ambientes internos e externos de forma aparente, a fim de realizar a proteção mecânica dos condutores. Além de promover proteção contra intempéries e radiação UV. Em instalações fotovoltaicas são muito utilizados por apresentarem longa vida útil e alta resistência à deterioração do tempo. O eletroduto flexível corrugado leve, quando metálico é conhecido como 'sealtubo' ou 'conduíte com alma de aço', muito utilizado em ambientes externos quando se tem a necessidade de transportar os condutores por caminhos não-retilíneos e curva acima de 90º. Quando feito de plástico PVC, é tratado simplesmente como 'conduíte', amplamente utilizado na construção civil para passagem de condutores por alvenaria. Este, por sua vez, não suporta às ações do tempo e, por isso, não deve ser utilizado de forma aparente, exposta. Em algumas aplicações onde existem grandes depósitos de cargas sobre os eletrodutos, como passagens subterrâneas e dentro de colunas, o uso do eletroduto PEAD (Poliuretano de alta densidade) é muito recomendado. No mercado são encontrados flexíveis corrugados ou flexíveis planos (lisos). Grandes usinas fotovoltaicas, por exemplo, utilizam dos eletrodutos PEAD flexíveis corrugados para fazer a passagem de condutores de forma subterrânea entre as fileiras de módulos, caixas de passagem, junção, inversores e telecom. O QUE DIZ A NBR 16990 A norma técnica brasileira para instalações elétricas de sistemas fotovoltaicos apresenta dois cenários bem simples sobre o tema tratado. Os cabos utilizados nos arranjos fotovoltaicos precisam ser fixados de forma a evitar a fadiga por consequência de ventos, a proteção contra choques mecânicos, danificação da isolação ou rompimento parcial/total. Dessa forma, essa fixação pode ser feita de 2 maneiras. A primeira, é utilizando apenas de presilhas plásticas quando elas possuírem vida útil comprovada superior a longevidade do sistema fotovoltaico (mínimo 25 anos) e serem resistentes à radiação UV. Além disso, os cabos precisam respeitar a NBR 16612 e também resistirem à radiação UV, por estarem ao expostos ao ambiente externo. A segunda maneira, é abriga-los através de eletrodutos. Para isso, utiliza-se das possibilidades já citadas anteriormente, com exceção dos conduítes flexíveis corrugados de plástico PVC que são utilizados exclusivamente embutidos em alvenaria. Os eletrodutos rígidos quando plásticos, precisam apresentar proteção à radiação UV respeitando a ISO 4892-2 e, ainda, possuir vida útil mínima superior a longevidade do sistema fotovoltaico. Vale lembrar que, via de regra, esses cabos não podem ficar livremente soltos, para evitar acidentes. Então, mesmo quando estiverem sobre telhados, lajes ou solo, os conjuntos de cabos precisam estar minimamente fixados às estruturas do sistema fotovoltaico, evitando que partes móveis e com conexões sejam danificadas. Ah... E ainda, caso os condutores utilizados nos arranjos fotovoltaicos não sejam devidamente marcados de forma permanente na isolação externa como "cabo para sistema fotovoltaico", essa identificação deverá ser feita através de etiquetas fixadas nos cabos, a cada 5 metros quando em curvas ou a cada 10 metros quando em linha reta. Quando os cabos estiverem abrigados em eletrodutos, serão eles que receberão as etiquetas, nas mesmas distâncias. O QUE DIZ A NBR 5410 A NBR 5410, na seção 6.2.11.1 sobre eletrodutos, restringe o uso de dutos que não sejam expressamente produzidos para o devido fim, excluindo a possibilidade de aplicação das 'mangueiras'. De maneira adicional, que sejam não propagantes de chamas. Os trechos contínuos de eletrodutos sem intersecção de caixas ou equipamentos não devem exceder 15 metros de comprimento em ambientes internos e 30 metros em externos, se esses trechos forem retilíneos. Já, quando apresentarem desvios, esses limites se reduzem para 3 metros a cada curva de 90º. Devem ser utilizadas caixas (de passagem ou condulete) em todos os pontos da tubulação onde houver entrada/saída de condutores, com exceção aos pontos de transição de uma linha aberta para a linha fechada em eletrodutos, que devem ter suas extremidades arrematadas com buchas. CUIDADO COM AS ELETROCALHAS As eletrocalhas também são amplamente utilizadas nas instalações fotovoltaicas, pois apresentam fácil instalação, abrigam grande quantidade de cabos e ainda apresentam bom aspecto visual em conjunto da instalação fotovoltaica. Porém, elas merecem extrema atenção em seu manuseio principalmente durante o lançamento dos cabos. Por terem 'cantos vivos', as eletrocalhas podem apresentar bordas e rebarbas que rompem a isolação dos cabos, danificando-os e gerando fugas. Por isso, ao utilizá-las, procure não tracionar os cabos pelo seu interior e lembrem-se dos acessórios, como curvas verticais e horizontais, por exemplo, para fazer desvios de rotas. REGIÕES DE MARESIA. O QUE FAZER? Eletrodutos metálicos com galvanização leve, quando são utilizados em regiões litorâneas ou ambientes corrosivos, sofrem rapidamente com a degradação de suas paredes e acabam reduzindo fortemente sua vida útil. Nesses casos é interessante pensar em alternativas como utilizar eletrodutos metálicos de alumínio ou aço inox, com galvanização pesada ou dar preferência aos dutos plásticos de PVC. Somado a isso, é muito importante também que os conjuntos miscelâneos (parafusos, porcas, arruelas) sejam de aço inox, pelo mesmo motivo.

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