Até que ponto a produção hídrica de energia será sustentável?

Até que ponto a produção hídrica de energia será sustentável?O Brasil tem passado por secas que a cada ano ficam mais fortes e são mais frequentes, o que atinge diretamente no valor da conta de energia, as chamadas bandeiras vermelhas, amarelas, que indicam na verdade o custo para gerar a energia elétrica naquele período. Para suprir a demanda energética durante este período os governos adotaram como solução paliativa a instalação de geradores termelétricos, porém a sua operação é cara e as emissões de carbono são enormes.Nesta perspectiva a energia solar ganha força e se lança como alternativa moderna e sustentável para toda a população, além das comunidades afastadas da rede que já consomem a energia por elas próprias produzidas, as residências, comércios e indústrias, buscando reduzir custos estão optando pela própria geração de energia, principalmente nesta última década em que os custos do investimento nestes sistemas diminuiu, graças em parte à entrada da China na produção dos painéis.Muitos países já apostam há anos na energia solar e eólica como fonte principal de produção de energia, e não apenas como uma pequena parcela da produção. A Alemanha e os Estados Unidos por exemplo, que fomentam projetos ambiciosos para a instalação de painéis solares por todo seu território. Alemanha virou referência mundial com o programa “100.000 Roofs Solar Programme”, instituído lá em 1999 que fomentava a geração de energia fotovoltaica financiando em até 10 anos os investimentos a custo 0 de juros. Na Califórnia também em 2006, visando a instalação dos sistemas solares em um milhão de telhados até 2018, lançou o programa “Million Solar Roofs Plan” e até 2017 já supria 16% da demanda energética, superando 86 mil empregos na indústria e distribuição dos equipamentos. Com apoio de uma lei estadual de 2018 que estabelece 50% da energia consumida no estado da Califórnia será até 2030 proveniente da geração fotovoltaica, hoje das mais de 80 mil residências com energia solar, 15 mil já tem no planejamento antes da construção a geração de energia solar. (Fonte: <www.nytimes.com/2018/05/09/business/energy-environment/california-solar-power.html>)Um novo modelo energético seria o ideal?A ideia de estabelecer um novo modelo energético no Brasil enfrenta grandes entraves apesar ser favorecido geograficamente para produção de energia solar fotovoltaica, caminhando na contra mão de outros países (do hemisfério Norte, mas também de casos do Sul, como no Marrocos), o Brasil pouco avançou em matéria de geração eólica ou solar. Além disso, em função da base normativa vigente, que limita a empresas a venda de energia por geração distribuída (Resolução Normativa Aneel n.482/2012), o espectro dessas fontes tem sido bem reduzido, cobrindo, em 2016, um percentual de apenas 5,4% (eólica) e 0,014% (solar) da oferta interna de energia elétrica. (Fonte: <http://www.mme.gov.br/documents/10584/3580498/02+-+Resenha+Energ%C3%A9tica+Brasileira+2017+-+ano+ref.+2016+%28PDF%29/13d8d958-de50-4691-96e3-3ccf53f8e1e4?version=1.0>)Esta norma da Aneel referente à geração distribuída de energia elétrica reflete um forte lobby de empresas distribuidoras, cuja estratégia de negócios valoriza muito mais a venda do que a compra de energia. De acordo com a norma, a empresa ou pessoa jurídica pode gerar e vender energia distribuída na rede, mas a pessoa física só pode obter créditos, para abater de seu consumo no sistema de smart grid.A produção energética em pequenas unidades, sejam residenciais ou industriais apontam à modernidade e o futuro da própria sociedade, e devem ser reforçadas e não inibidas por políticas públicas vanguardistas do desenvolvimento do comércio e indústria.

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